sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Cazuza


Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhecido como Cazuza (Rio de Janeiro, 4 de abril de 1958 — Rio de Janeiro, 7 de julho de 1990) foi um cantor, compositor, poeta e escritor brasileiro. Ganhou fama como vocalista e principal letrista da banda Barão Vermelho.Sua parceria com Roberto Frejat foi criticamente aclamada. Dentre as composições famosas junto ao Barão Vermelho estão "Todo Amor que Houver Nessa Vida", "Pro Dia Nascer Feliz", "Maior Abandonado", "Bete Balanço" e "Bilhetinho Azul".
Em 1989 declarou ser soropositivo (termo usado para descrever a presença do vírus HIV, causador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - AIDS - no sangue) e sucumbiu à doença em 1990, no Rio de Janeiro.
Em outubro de 2008, a revista Rolling Stone promoveu a Lista dos Cem Maiores Artistas da Música Brasileira, cujo resultado colocou Cazuza na 34ª posição.




Filho de João Araújo, produtor fonográfico, e de Lucinha Araújo, Cazuza recebeu o apelido mesmo antes do nascimento. Agenor, seu verdadeiro nome foi recebido por insistência da avó paterna.Na infância, Cazuza nem sequer sabia seu nome de batismo, por isso não respondia à chamada na escola. Só mais tarde, quando descobre que um dos compositores prediletos, Cartola, também se chamava Agenor (na verdade, Angenor, por um erro do cartório), é que Cazuza começa a aceitar o nome.
Cazuza sempre teve contato com a música. Influenciado desde pequeno pelos grandes nomes da música brasileira, ele tinha preferência pelas canções dramáticas e melancólicas, como as de Cartola, Dolores Duran, Lupicínio Rodrigues, Noel Rosa, Maysa e Dalva de Oliveira. Era também grande fã da roqueira Rita Lee, para quem chegou a compor a letra da canção "Perto do fogo", que Rita musicou. Cazuza cresceu no bairro do Leblon e estudou no Colégio Santo Inácio até mudar para o Colégio Anglo-Americano, para evitar reprovação. Como os pais às vezes saíam à noite, o filho único ficava na companhia da avó materna, Alice. Por volta de 1965 começou a escrever letras e poemas, que mostrava à avó. Graças ao ambiente profissional do pai, Cazuza cresceu em volta dos maiores nomes da música popular brasileira, como Caetano Veloso, Elis Regina, Gal Costa, Gilberto Gil, João Gilberto, Novos Baianos, entre outros. A mãe, Lucinha Araújo, também cantava e gravou três discos.
 Em 1972, tirando férias em Londres, Cazuza conheceu as canções de Janis Joplin, Led Zeppelin e Rolling Stones, e logo tornou-se um grande fã. Por causa da promessa do pai, que disse que lhe presentearia com um carro caso ele passasse no vestibular, Cazuza foi aprovado em Comunicação em 1976, mas desistiu do curso três semanas depois.

 Mais tarde começou a frequentar o Baixo Leblon, onde levou uma vida boêmia. Assim, João Araújo criou um emprego para ele na gravadora Som Livre, da qual ainda é presidente. Na Som Livre, Cazuza trabalhou no departamento artístico, onde fez triagem de fitas de novos cantores. Logo depois trabalhou na assessoria de imprensa, onde escreveu releases para divulgar os artistas. No final de 1979 fez um curso de fotografia na Universidade da Califórnia em Berkeley, Estados Unidos. Lá, descobriu a literatura da Geração Beat, os chamados poetas malditos, que mais tarde teria grande influência na carreira. Em 1980 retornou ao Rio de Janeiro, onde ingressou no grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone no Circo Voador.  Foi nessa época que Cazuza cantou em público pela primeira vez. O cantor e compositor Léo Jaime, convidado para integrar uma nova banda de rock de garagem que se formava no bairro carioca do Rio Comprido não aceitou, mas indicou Cazuza aos vocais. Daqueles ensaios na casa do tecladista Maurício Barros, nasceu o Barão Vermelho.




O Barão Vermelho, que até então era formado por Roberto Frejat (guitarra), Dé Palmeira (baixo), Maurício Barros (teclados) e Guto Goffi (bateria), gostou muito do vocal berrado de Cazuza. Em seguida, Cazuza mostra à banda letras que havia escrito e passa a compor com Roberto Frejat, formando uma das duplas mais festejadas do rock brasileiro.  Dali para frente, a banda que antes só tocava covers passa a criar um repertório próprio. Após ouvir uma fita demo da banda, o produtor Ezequiel Neves convence o diretor artístico da Som Livre, Guto Graça Mello, a gravar a banda. Juntos convencem o relutante João Araújo a apostar no Barão.
Com uma produção barata e gravado em apenas dois dias, é lançado em 1982 o primeiro álbum da banda, Barão Vermelho. Das canções mais importantes, destacam-se "Bilhetinho Azul", "Ponto Fraco", "Down Em Mim" e "Todo Amor Que Houver Nessa Vida".

Barão Vermelho - Todo Amor Que Houver Nessa Vida 

 Apesar de ser aclamado pela crítica, o disco vendeu apenas sete mil cópias. Depois de alguns shows no Rio de Janeiro e em São Paulo, a banda voltou ao estúdio e com uma melhor produção gravou o disco Barão Vermelho 2, lançado em 1983. Esse disco vendeu 15 mil cópias. Foi nessa fase que, durante um show no Canecão, Caetano Veloso apontou Cazuza como o maior poeta da geração e criticou as rádios por não tocarem a banda. Na época as rádios só tocavam pop brasileiro e MPB. O rótulo de "banda maldita" só abandonou o Barão Vermelho quando o cantor Ney Matogrosso gravou "Pro Dia Nascer Feliz". Era o empurrão que faltava, e a banda ganhou vida pública própria.


A banda foi convidada a compor e gravar o tema do filme Bete Balanço. A canção-título tornou-se um dos grandes clássicos da banda, impulsionando o filme que vira sucesso de bilheteria. A canção também impulsionou as vendas do terceiro disco do Barão, Maior Abandonado, lançado em outubro de 1984, que conquistou disco de ouro, registrando outras composições como "Maior Abandonado" e "Por Que a Gente é Assim?". Em 15 e 20 de janeiro de 1985, o Barão Vermelho se apresentou na primeira edição do Rock in Rio.  A apresentação da banda no quinto dia tornou-se antológica por coincidir com a eleição do presidente Tancredo Neves e com o fim da Ditadura Militar. Cazuza anunciou esse fato ao público presente e para comemorar, cantou "Pro Dia Nascer Feliz".

Barão Vermelho - Maior Abandonado - 1984 - Álbum Completo [Full album]

Cazuza deixou a banda a fim de ter liberdade para compor e se expressar, musical e poeticamente. Em julho de 1985, durante os ensaios do quarto álbum, Cazuza deixou o Barão Vermelho para seguir carreira solo. Suspeita-se que nesse mesmo ano começou a ter febre diariamente, indícios da AIDS que se agravaria anos depois. Ezequiel Neves (faleceu no dia 7 de julho de 2010), que trabalhou com o Barão, dividiu-se entre a banda e a carreira solo de Cazuza. "Fui 'salomônico'", declarou em entrevista ao Jornal do Commercio, em 2007, quando Cazuza completaria 49 anos.

Em agosto de 1985, Cazuza é internado para ser tratado por uma pneumonia. Cazuza exigiu fazer um teste de HIV, do qual o resultado foi negativo. Em novembro de 1985 foi lançado o primeiro álbum solo, Exagerado. "Exagerado", a faixa-título composta em parceria com Leoni, se torna um dos maiores sucessos e marca registrada do cantor. A canção "Só As Mães São Felizes" foi vetada pela censura. Gravou o segundo álbum no segundo semestre de 1986; como a Som Livre rompeu com seu elenco de artistas, Só Se For A Dois foi lançado pela PolyGram (agora Universal Music Group) em 1987. Logo depois, a PolyGram contratou Cazuza. Só Se For A Dois mostrou temas românticos como "Só Se For A Dois", "O Nosso Amor A Gente Inventa", "Solidão Que Nada" e "Ritual".

Cazuza - Só as mães são felizes


A AIDS se manifestou em 1987; Cazuza foi internado com pneumonia, e um novo teste revelou que o cantor era portador do vírus HIV. Em outubro, Cazuza foi internado na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, para ser tratado por uma nova pneumonia. Em seguida, ele é levado pelos pais aos Estados Unidos. Lá, foi submetido a um tratamento a base de AZT durante dois meses no New England Hospital, de Boston. Ao voltar ao Brasil no começo de dezembro de 1987, Cazuza inicia as gravações para um novo disco. Ideologia de 1988, inclui os hits "Ideologia", "Brasil" e "Faz Parte Do Meu Show". "Brasil", em versão de Gal Costa foi tema de abertura da telenovela Vale Tudo, da Rede Globo e ganhou premio Sharp por melhor musica do ano e melhor composição pop-rock do ano (Cazuza, George Israel e Nilo Romero). O Tempo Não Pára, gravado no Canecão durante esta turnê, foi lançado em 1989. O disco se tornou o maior sucesso comercial superando a marca de 500 mil cópias vendidas. A faixa "O Tempo Não Pára" tornou-se um de seus maiores sucessos. Também destacam-se "Todo Amor Que Houver Nessa Vida" com um novo arranjo mais introspectivo, "Codinome Beija-Flor" e "Faz Parte Do Meu Show". "O Tempo Não Pára" também foi lançado em VHS pela Globo.

Cazuza - O Tempo Não Pára

Em fevereiro de 1989 Cazuza declarou publicamente que era soropositivo, ajudando assim a criar consciência em relação à doença e aos efeitos dela. Compareceu na cerimônia do Prêmio Sharp numa cadeira de rodas, e recebeu os prêmios de melhor canção para "Brasil" e de melhor álbum para Ideologia. Burguesia (1989) foi gravado com o cantor numa cadeira de rodas e com a voz nitidamente enfraquecida. É um álbum duplo de conceito dual, sendo o primeiro disco com canções de rock brasileiro e o segundo com canções de MPB. Burguesia foi o último disco gravado por Cazuza e vendeu 250 mil cópias. Cazuza recebeu o Prêmio Sharp póstumo de melhor canção com "Cobaias de Deus".


Em outubro de 1989, depois de quatro meses a base de um tratamento alternativo em São Paulo, Cazuza partiu novamente para Boston, onde ficou internado até março de 1990 voltando assim para o Rio de Janeiro. No dia 7 de julho de 1990, Cazuza morre aos 32 anos por um choque séptico causado pela AIDS. No enterro compareceram mais de mil pessoas, entre parentes, amigos e fãs. O caixão, coberto de flores e lacrado, foi levado à sepultura pelos ex-companheiros do Barão Vermelho. Cazuza foi enterrado no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro. Sobre o tampo de Mármore do túmulo aparece o título de seu último grande sucesso, "O Tempo Não Para", e as datas de seu nascimento e morte. Em sua lápide nada consta além de seu famoso codinome. No ano seguinte, foi lançado o álbum póstumo Por aí.

Legado

Em apenas nove anos de carreira, Cazuza deixou 126 canções gravadas, 78 inéditas e 34 para outros intérpretes. Após sua morte, os pais fundaram a Sociedade Viva Cazuza, em 1990. A Sociedade Viva Cazuza tem como intenção proporcionar uma vida melhor a crianças soropositivas através de assistência à saúde, educação e lazer. Em 1997, a cantora Cássia Eller lançou o álbum Veneno AntiMonotonia, que traz somente composições de Cazuza. 
As canções de Cazuza já foram reinterpretadas pelos mais diversos artistas brasileiros dos mais diversos gêneros musicais. A Som Livre realizou o show Tributo a Cazuza, em 1999, posteriormente lançado em CD e DVD, do qual participaram Ney Matogrosso, Barão Vermelho, Engenheiros do Hawaii, Kid Abelha, Zélia Duncan, Sandra de Sá, Arnaldo Antunes e Leoni. No ano 2000 foi exibido no Rio de Janeiro e em São Paulo o musical Casas de Cazuza, escrito e dirigido por Rodrigo Pitta, cuja história tem base nas canções de Cazuza. Em 2004 foi lançado o filme biográfico Cazuza - O Tempo Não Pára de Sandra Werneck.


Eterno poeta do rock.
Enquanto suas musicas ainda estiverem em nossos corações ele ainda estará vivo.



quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Lollapalooza: mudança no local do show e menos dias de festival



Em uma coletiva de imprensa hoje pela manhã em São Paulo, Perry Farrell (que foi até o evento de trem metropolitano) anunciou que a próxima edição do Lollapalooza Brasil, organizada juntamente com a Time for fun, será realizada no Autódromo de Interlagos e não mais no Jockey Club.


Com essa mudança para um local cinco vezes maior, a organização espera receber cerca de 140 mil pessoas durante os 80 shows.

Na coletiva também foi confirmado que o festival será realizado nos dias 5 e 6 de abril (nesse ano foram três dias de shows).

Para chegar ao local, o público será incentivado a usar transporte público, e os ciclistas terão um bicicletário.
Quem optar por parar o carro no estacionamento no Autódromo acompanhado de pelo menos quatro pessoas receberá um voucher no mesmo valor para trocar por alimentos e bebidas.




HellLight: rompendo as barreiras do Doom Metal



Já estamos cansados de saber que não só no Brasil, mas no mundo inteiro – mas especialmente no Brasil -, o Doom Metal é um estilo onde poucas bandas conseguem um pouco de seu merecido respeito e reconhecimento.

Uma delas, sem dúvidas, é o HELLLIGHT que em seus 17 anos vem lutando bravamente para mostrar o quanto o estilo é rico, interessante e que pode ser apreciado por fãs das mais variadas vertentes.

Com seu quarto álbum de estúdio, ‘No God Above, No Devil Below’, parece que enfim a luta deste grande nome da música pesada vem sendo vencida. O disco, que ainda não teve seu lançamento oficial no Brasil, vem tendo um reconhecimento acima do esperado.


Citado como “um dos grandes nomes mundiais no estilo” (Ilha do Metal), novamente o HELLLIGHT trouxe um álbum com músicas densas, sombrias e extremamente longas, algo que não assustou a mídia que confirma “mais uma vez é um grande, grande álbum” (Lords of Metal, Holanda).

Confira mais um pouco do que é falado pela mídia especializada:

“Definitivamente a melhor banda do estilo em nosso país” – Acervo Clave

“Belo, melancólico, triste, enquanto diabolicamente escuro e poderoso” – Surnuaed (Estônia)

“Um dos estilos mais belos e obscuros do Metal” – Whiplash

“Mais uma vez nos brindam com um disco de alto nível” – Metal Samsara

“Nenhum deus acima ou demônio abaixo. Apenas a Helllight na Terra” – Som Extremo

“Faz com maestria” – Arte Metal

“Momentos verdadeiramente inesquecíveis” – IYE Zine (Itália)

“Um dos principais nomes do cenário nacional” – Brasil Metal História

‘No God Above, No Devil Below’ já está à venda pelo mundo inteiro e no Brasil, apenas pouquíssimas unidades foram recebidas. Quem se interessar em comprar, pode entrar em contato pelo e-mail: fabio_helllight@hotmail.com

Vale lembrar que o HELLLIGHT faz seu show de lançamento no maior evento voltado ao Doom Metal no Brasil: Doomsday Fest. O evento acontece no dia 12 de outubro no Arena Metal SP e conta ainda com as bandas Mythological Cold Towers, Apocalyptichaos, Les Mémoires Fall e Lugubres.


Para quem ainda não conhece o som do HELLEGHT eu sugiro que veja o vídeo a baixo:


Helllight - The Lord Of Shadows



Mais informações consulte a fonte abaixo:

School of Rock: escola inspirada no filme chega a São Paulo

Já achei uma escola para os meus filhos.
Finalmente uma escola de qualidade em São Paulo ou melhor no Brasil.

A rede inspirada no famoso filme abre sua segunda escola no Brasil (a primeira fica em São Caetano) e traz o ensino de música com foco na prática entre os alunos e tendo o rock como base.

A escola existe desde 1998, mas ficou mais conhecida após o longa metragem homônimo lançado em 2003, estrelado por JACK BLACK.


A escola aceita alunos com no mínimo 4 anos e tem mensalidades a partir dos R$500,00.

Grateful Dead: cerveja da banda tem um ingrediente muito especial

Matéria original de Billy Dukes, da Ultimate Classic Rock

A nova cerveja do Grateful Dead estará chegando aos mercados no outono. A banda trabalhou com a Cervejaria Dogfish Head Craft para criar a American Beauty, uma "cerveja clara e forte, feita com ingredientes cultivados 100% nos Estados Unidos." Mas uma sugestão de um fã foi necessária para conseguir a mistura correta.


O Grateful Dead e a cervejaria recorreram aos fãs e receberam mais de 1.500 respostas. O cervejeiro Thomas Butler apresentou a fórmula vencedora. Ele sugeriu a adição de granola à mistura. "Os componentes da granola - mel, grãos torrados, aveia - tem muito a oferecer, da perspectiva de uma cerveja", Butles disse à Brewhound.

Mas não pararam por aí. Foi necessára a medida perfeita de granola para conseguir o sabor perfeito. A Dogfish descobriu uma mistura orgânica na Grizzlies, localizada em Eugene, Oregon. Então, graças ao combo perfeito, você pode esperar "leves toques de amêndoas e toques de mel de flor de laranjeira" em cada gole. Outras sugestões de fãs incluíram grenadina vermelha, rose hips e pimenta jalapeño.

Butler, químico, pôde fazer um teste e fermentar a American Beauty na Cervejaria Dogfish Head, em Delaware. E agora a cerveja está pronta para chegar às prateleiras em algumas semanas. Está programado para que esteja disponível em 27 estados, com festas de lançamento sediadas pela banda e pela cervejaria previstas para California, Nova York e Virginia.